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25 ABR 2018
Denize e Rita

Somos mães de duas crianças únicas!

Maria Rita, sete anos, nos ensina diariamente que tudo deve ser feito a seu tempo, que devemos viver um dia de cada vez, aproveitando cada momento. Caio, doze anos, por sua vez, nos ensina que não devemos aceitar aquilo que incomoda, nos instiga e provoca para que lutemos por um mundo melhor para ele, para sua irmã, para todas as pessoas.

Não vamos dizer que é fácil sermos mulheres, lésbicas, casadas civilmente, numa sociedade ainda tão intolerante. Não é. O mundo ainda odeia pessoas que se amam assim. Há hostilidade, às vezes, há violências.

Mas quer saber? Sermos lésbicas é apenas um detalhe diante da maternidade. Nossa orientação sexual não influencia em nada diante do que é preciso para sermos MÃES: amor, empatia, cuidado, esforço, responsabilidade. Sabemos que, pelo nosso príncipe e princesa, temos que colorir esse mundo.

Tudo vai ficar bem.

25 ABR 2018
Maria Julita

Sempre quis ser mãe, como me casei mais tarde, engravidei aos trinta e oito anos.

Embora minha mãe tenha tido a última filha aos quarenta e três anos, tinha medo, pois o prazo de validade das mulheres para a maternidade me assustava.  A notícia da gravidez foi motivo de intensa emoção. Imediatamente tive a sensação de que a partir daquele momento eu não seria mais a mesma mulher, meu corpo abrigava além de mim, um outro ser. Nosso bebê foi muito esperado.  Muitas emoções em cada fase da gravidez, ansiedades iniciais, medo de não estar preparada para a maternidade, felicidade na descoberta do sexo, na definição do nome, entre tantas outras descobertas.

Ao fim da gestação, fiquei de repouso por problemas de diabetes gestacional e hipertensão, antecipando em dezessete dias o parto. Beatriz nasceu de baixo peso, mais em nenhum momento tive dúvidas de minha força, sob a orientação pediátrica, para que ela se desenvolvesse normalmente. Ser mãe é uma dádiva. A maternidade desencadeou em mim um processo de maturidade, autoconfiança, realização e a experiência de viver um vínculo de afeto que não terá fim.

O sentimento de amor na relação com um filho é indescritível.  Para poder dar a atenção que ela necessitava em função do baixo peso, busquei um trabalho, com carga horária reduzida, com total disposição para uma readaptação.  Tudo correu sempre muito bem.  Meu marido e eu celebramos cada fase da vida dela e nossa. Os primeiros sons, os primeiros sorrisos, as primeiras falas, os primeiros passos, a pré-escola, a escola, a faculdade, o namoro, o noivado, a profissão, tudo muito compartilhado.

Quando Beatriz tinha treze anos recebi o diagnóstico de uma doença grave. Naquele momento tive medo de não vê-la adulta, mas tudo foi superado.  

Também conciliei com muita tranquilidade a maternidade e a vida profissional, exercendo funções que me exigiram viagens e ausências em casa, sempre com muito apoio do meu marido.  Acredito que isso não tenha prejudicado em nada seu desenvolvimento. Hoje, está noiva, ainda morando conosco. Temos muita afinidade, amizade e cumplicidade. Sou uma mulher muito feliz e realizada com a maternidade.

25 ABR 2018
Beatriz

Minha gravidez de gêmeos foi natural, mas totalmente planejada.

Meu marido sempre comentava do desejo de ter gêmeos. Como médica, fiz uma ultrassonografia e identifiquei a ovulação.

Era a chance de ter gêmeos! Dito e feito: engravidei. O primeiro ultrassom da gestação também fiz sozinha e constatei que eram gêmeos.

Depois do nascimento das meninas, precisei de ajuda, era tudo em dobro. Quando elas tinham um mês, voltei a trabalhar. Mesmo muito exigente, sou prática e sem frescura, então consegui conciliar tudo.

As meninas estão com oito anos e somos todas muito amigas.

25 ABR 2018
Milena

Me tornar mãe foi indescritível.

Do dia para noite nasceu um amor sem tamanho dentro de mim.

Já estava no quinto mês de gestação quando descobri a gravidez, e o mais difícil disso tudo, foi não ter alguém pra dividir as tarefas.

Fui mãe solteira, aos vinte e um anos. A maternidade não interrompeu minha vida, ela trouxe mais vontade de concluir meus estudos e poder deixar algo positivo para minha filha.

Conciliei estudos, trabalho e dividi com minha família os cuidados com a minha bebê. Em alguns momentos levava ela junto comigo, para dar a ela um pouco de carinho, atenção e o amor que não cabe dentro de mim. Minha família me apoiou em todo momento.

Hoje ela já tem treze anos e continuo fazendo o que sempre fiz: amando ela com todas as minhas forças, sendo superprotetora, ciumenta, mas buscando levá-la para o caminho do bem.

25 ABR 2018
Noeli

Quando meu filho mais velho, Jorge André, tinha dois anos, descobri que estava grávida.

Em poucos meses de gestação, os médicos me avisaram que seriam gêmeos. Mas aos sete meses, veio a surpresa: eram trigêmeos!

De repente, passei de um para quatro filhos.

O parto foi rápido. Em cinco minutos, os três bebês nasceram. Dois meninos univitelinos, idênticos, Luiz Gustavo e Paulo Henrique; e uma menina bivitelina, a Marina.

Naturalmente, o mais velho começou a se comportar novamente como bebê e voltou a usar fraldas. O início foi difícil e cansativo, mas ao mesmo tempo com muito movimento e alegria. Fazia uma tabela de amamentação para não ter risco de algum ficar sem mamar.

Quando os trigêmeos estavam com nove meses, voltei a trabalhar. Sempre consegui conciliar minha vida profissional como bioquímica com a de mãe e esposa.

Quando os filhos estavam maiores, busquei também realizar atividades só minhas e com meu marido, Odilor. Me sinto muito abençoada por ter tido os quatro filhos.

Os irmãos são todos muito unidos e eu, muito coruja. Se eles estão bem, eu fico bem, não importa onde estejam. Agora, entro em uma nova fase: serei avó até o fim do ano.